terça-feira, 22 de novembro de 2016

Advogado Paulo Pimenta é preso em Venceslau na operação Ethos

Paulo Pimenta foi detido
nesta manhã
O advogado venceslauense Paulo Sérgio Ramalho Oliveira, conhecido como Paulo Pimenta, foi preso na manhã desta terça-feira (22) em Presidente Venceslau. A informação foi confirmada ao PORTAL BUENO pelo delegado Everson Contelli que também atua no caso. "Foram cumpridos três mandados em Venceslau, dois de busca e apreensão, na residência e escritório, bem como a prisão de Paulo Sergio Ramalho Oliveira. Nesta manhã, ele e os outros envolvidos serão ouvidos e ficarão sob prisão temporária por cinco dias para posterior remoção ao sistema penitenciário", explica.

A prisão de Paulo faz parte das ações realizadas na Operação Ethos desenvolvida pela Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), para cumprir mandados de prisão contra advogados suspeitos de envolvimento com uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios do Estado de São Paulo.

Segundo informações do delegado Everson Contelli, foram expedidos 41 mandados de prisão em todo o Estado de São Paulo e até agora 35 presos, sendo 33 mediante mandado e dois em flagrante. Na região foram presos seis advogados, sendo cinco em Presidente Prudente, e o advogado Paulo Sérgio Ramalho Oliveira, mais conhecido como Paulo Pimenta, de Presidente Venceslau.

Na casa dos detidos, os agentes apreenderam documentos, notebooks e celulares, que serão periciados. O inquérito policial sobre o caso foi instaurado em maio de 2015 para apurar crimes de organizações criminosas, lavagem de dinheiro, associação para fins de lavagem, exploração de prestígio e corrupção ativa.

O caso

As investigações começaram após informações reveladas através de uma carta que foi interceptada por agentes da Penitenciária “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, a P2 de Presidente Venceslau, no dia 11 de maio de 2015, durante procedimento de varredura de rotina realizado no telhado sobre os raios 3 e 4 da unidade.

Conforme a Polícia Civil, os envolvidos nos crimes tinham uma célula denominada “sintonia dos gravatas” – modo como é tratado o departamento jurídico da facção criminosa – criada inicialmente para prestação de serviços exclusivamente jurídicos aos líderes da “sintonia final geral” ou “conselho deliberativo”, que são os chefes da organização ilícita. Esses advogados evoluíram da licitude para a ilicitude, porque se percebeu a capacidade de infiltração dessa célula, sempre blindada pelo sigilo constitucional do advogado.

Ainda foi constatado durante as investigações que advogados, por meio de pagamento de propina a pessoas envolvidas em órgãos do Estado, visavam concretizar o objetivo da facção criminosa, que seria o financiamento e controle de agentes públicos e colaboradores, característica primordial da definição de crime organizado.

A operação prendeu também Luiz Carlos dos Santos, Vice Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE). As investigações policiais apuraram que o Conselheiro foi cooptado pela célula “R” e a organização criminosa pagou a ele a quantia de R$ 130.000,00 com a finalidade de desestabilizar a Segurança Pública do Estado por meio de “falsas denúncias” perante organismos de Proteção dos Direitos Humanos.
A ação, realizada no Estado, conta com 159 delegados, 459 policiais civis, 65 promotores e 167 viaturas.  (Fonte: Portal Bueno)

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