quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Leishmaniose vitima mulher de 60 anos em Prudente

Vigilância Epidemiológica fará recolhimento de material em decomposição. Paciente mora no Residencial São Paulo

Mosquito-palha (Foto: Reprodução/TV Globo)
A Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) confirmou nesta quinta-feira (15) o segundo caso de Leishmaniose Visceral Americana (LVA) humana em Presidente Prudenteregistrado neste ano. Desta vez, a doença acometeu uma mulher de 60 anos que mora no Residencial São Paulo.

Segundo a coordenadora da VEM, Vânia Maria Alves Silva, nesta sexta-feira (16) terá início o manejo ambiental em nove quadras no entorno da residência da moradora. Este trabalho consiste na retirada de todo material em decomposição que deixa a situação propícia para a proliferação do mosquito-palha, vetor da doença. Conforme Vânia esclareceu ao G1, a paciente está bem e segue em tratamento.

“No bairro, alguns moradores criam galinhas e porcos. Além de retirarmos todo material em decomposição, será pedido também para que os munícipes retirem esses animais da área urbana e os levem para a zona rural, já que ambos favorecem o aumento no número do mosquito-palha”, ressaltou.

Já no sábado (17), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) deverá iniciar a borrifação, caso não chova. Neste primeiro momento, o trabalho será realizado em duas quadras no entorno da residência da moradora acometida pela doença.

“Em janeiro, o trabalho será retomado, pois no bairro tem 230 residências. Além disso, no ano que vem o CCZ deverá realizar a coleta de amostra de sangue canino novamente neste bairro”, informou a educadora de saúde da VEM, Elaine Bertacco.

Vânia contou ainda que no Residencial São Paulo e nos bairros vizinhos foram contabilizados mais de 100 cães acometidos com leishmaniose. “Na casa desta senhora, de 2015 até o momento, já teve registro de dois cachorros com a doença. Na rua dela, foram nove casos de 2015 até agora”, pontuou.

Histórico
Na história de Presidente Prudente, foram confirmados quatro casos de leishmaniose em humanos. O primeiro, em 2013, em uma mulher de 41 anos, moradora do Jardim Santa Mônica. O segundo, em 2015, em uma criança de um ano e nove meses, do Jardim Cobral. O terceiro, em 2016, vitimou um senhor de 75 anos, do Residencial Universitário, que não resistiu à doença e morreu. O quarto caso foi o confirmado nesta quinta-feira (15).

Já em relação aos cães, neste ano a doença acometeu 167 animais, com 155 casos autóctones, ou seja, contraídos na cidade, e outros 12 importados, originados em outras localidades.  (Fonte: G1 Prudente)

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