segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Polícia pede afastamento de Valdirene da Santa Casa de PV

Valdirene ocupa o cargo após ser nomeada
por Antonio José (Foto: Arquivo)
A Polícia Civil de Presidente Venceslau representou, na tarde desta sexta-feira (09), perante a 1ª Vara Judicial, pelo afastamento da função de Valdirene Ferreira Penteado Aldá, diretora administrativa da Santa Casa de Presidente Venceslau.

A medida integra a terceira fase da Operação Sactorum e ocorreu nos autos de Inquérito Policial, que apura crime de lavagem de capitais incluindo, dentre os investigados, a atual diretora administrativa. A primeira fase foi lavrada no dia 02 de junho de 2016 e a segunda no dia 13 de junho com apreensão R$ 1 milhão em automóveis.

A despeito do desencadeamento da operação em junho de 2016, a direção da Santa Casa optou por manter no cargo a investigada e ao que consta consta dos autos, a mesma foi indicada pela direção da Santa Casa para produzir respostas de todas as requisições de informações às autoridades em que ela mesma é a investigada, o que passou a dificultar as investigações policiais. “O pedido de afastamento de função integra as denominadas medidas diversas da prisão previstas no Código de Processo Penal. Trata-se, em verdade, do uso de uma medida proporcional e adequada, antes de se decidir pela medida extrema de prisão preventiva”, disse o delegado de polícia que coordena a investigação, Everson Aparecido Contelli.

Operação Sanctorum 
Na manhã do último dia 02 de junho, a Polícia Civil de Presidente Venceslau realizou uma operação denominada Sanctorum que investiga irregularidades e esquema de desvio de verbas destinadas para hospitais filantrópicos. O provedor Antonio José Aldrighi dos Santos é investigado na operação e os policiais civis realizaram buscas e apreensões em sua residência e também na Santa Casa de Presidente Venceslau. Inicialmente a polícia pediu ao Poder Judiciário o afastamento imediato dele do cargo na Santa Casa.

A operação teve início após a denúncia protocolada no último dia 22 de março na Promotoria de Justiça da Primeira Vara Civil da Comarca de Presidente Venceslau, que aponta supostas irregularidades com pagamento feito com notas fiscais fictícias, sem as respectivas entregas das mercadorias. A denúncia levantou suspeitas sobre Antonio José e foi protocolada por Mauro Villanova na condição de vice presidente do Conselho Deliberativo da Irmandade da Santa Casa de Presidente Venceslau. 

A denúncia foi aceita pelo Ministério Público e as investigações ficaram sob responsabilidade da Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Venceslau. De acordo com o delegado Everson Aparecido Contelli, durante as investigações foram encontrados envolvimentos de pessoas que tiveram participações no esquema investigado na operação Sanguessuga realizada em 2006. Um dos chefes daquele esquema, Luiz Antônio Trevisan Vendoin foi preso em Cuiabá. Além dele foram presos Ronildo Pereira de Medeiros, Gilmar Aparecido Alves Bernardes, e Denivaldo Mateus de Lima. Dos quatro, três continuam presos já que Denivaldo foi liberado.

Com a apuração do caso, a polícia civil desvendou um esquema ainda maior com compra superfaturada de equipamentos médico-hospitalares, que pode chegar ao montante de R$ 20 milhões, somente em santas casas no estado de São Paulo.

O caso
Com o início das investigações pela Polícia Civil foi apurado que em Presidente Venceslau houve a compra de equipamentos superfaturados para a Santa Casa, além de medicamentos e produtos hospitalares que constam em notas fiscais emitidas por uma empresa fantasma, totalizando cerca de R$ 800 mil, mas que nunca entraram no estoque do hospital venceslauense. De acordo com a polícia a compra fantasma foi autorizada pelo provedor Antonio José.

Durante a investigação, a Polícia Civil constatou que o esquema realizado em Presidente Venceslau também ocorria em outras 19 unidades de saúde filantrópicas e que recebem verbas públicas. Um dos chefes do esquema eram Luiz Antônio Trevisan Vendoin e Ronildo Pereira de Medeiros que foram presos na manhã de hoje. Eles montavam um esquema para captação de verbas públicas, oriundas de parlamentares, e quando o recurso era liberado as compras deveriam ser realizadas diretamente das empresas indicadas por Medeiros, sendo estas as instituições fantasmas gerenciadas pelo empreendimento criminoso.

No apartamento em que reside Antonio José e na Santa Casa de Presidente Venceslau foram apreendidos documentos, computadores e papeis que estão sendo periciados com o objetivo de encontrar outros detalhes e provas do esquema. 

Nota de R$ 100 mil
Durante investigações na Operação Sanctorum a Polícia Civil encontrou uma nota fiscal no valor de R$ 100 mil reais emitida pela Ajas Construtora de propriedade de Antonio José Aldrighi dos Santos para serviços de mão de obra em reforma feita na Santa Casa de Presidente Venceslau. A nota foi emitida no dia 26 de fevereiro de 2013 e é referente aos serviços de mão de obra para a execução de reforma e adequação da cozinha, vestiário e lavanderia da Santa Casa. O documento preenchido a mão é no valor de R$ 100 mil reais.  (Fonte: Portal Bueno)

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