domingo, 26 de fevereiro de 2017

Duran declara calamidade pública em Presidente Venceslau

Duran solicita recursos junto ao Ministério da Integração Nacional 

Casa interditada, por risco de desabamento, no bairro Vencesville

Escola EMEI Vitalina de Almeida P. Ribeiro (Daraya) esta interditada
Em virtude dos estragos e prejuízos provocados pelas chuvas intensas dos últimos meses, o prefeito de Presidente Venceslau, Jorge Duran, decretou estado de calamidade pública no município. O decreto nº 026, de 20 de fevereiro de 2017 já foi publicado na imprensa oficial, com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2017.

O desastre econômico e social causado pelas chuvas, especialmente nos dias 12 a 30 de janeiro de 2017, quando se registrou 406 mm de chuvas, deixou o município em calamidade e sem qualquer condição de suportar o custo estimado em R$ 6 milhões para restabelecer a normalidade das condições estruturais danificadas em diversas áreas da cidade.

Com a declaração de calamidade pública, Duran buscará junto ao Ministério da Integração Nacional recursos para financiar a reestruturação de galerias de águas pluviais, queda de edificações, eventuais desapropriações de áreas, reconstrução de pontes, especialmente a cabeceira da ponte do rio Santo Anastácio (entre Venceslau e Marabá Paulista).

No relatório técnico foram apontadas as deficiências antigas de bairros da cidade que se agravaram com a anormalidade da intensidade de chuvas concentradas. Em outros casos, justamente a falta de infraestrutura adequada impediu o escoamento das enxurradas, provocando enormes erosões nas vias públicas, invasão de casas e derrubada de muros. “Não temos recursos próprios para recompor os estragos deixados pelas chuvas. Estou decretando o estado de calamidade como forma de viabilizar a captação de recursos. Trabalhamos em várias frentes no governo estadual e federal. Estamos agendando uma audiência no Ministério da Integração Nacional para formularmos pedido de recursos”, comentou o prefeito Jorge Duran.

Casa Interditada
Uma casa construída ao lado de fundo de vale no bairro Vencesville está na iminência de cair. O imóvel foi interditado porque houve desmoronamento de encosta do fundo de vale por onde passam águas pluviais. No local é preciso fazer intervenções nas encostas e canalizar as águas de enxurrada para evitar o avanço do buraco, o que poderia comprometer outras residências existentes na área.

Escola Vitalina de Almeida Prado
A EMEI Vitalina Almeida Prado Ribeiro também está interditada. Uma grande erosão ameaça a integridade estrutural da escola. Os 109 alunos, da faixa etária de 4 a 5 anos, do ensino infantil (pré-escola), Jardim I e II, foram transferidos para salas na Escola Santa Duarte D´Incao.

A erosão foi causada pelo rompimento de galeria de águas pluviais que se localiza nos fundos da escola, fato este que causou queda do muro escolar. “Já tentamos recuperar aquela galeria, mas toda ela está danificada e não comporta mais o volume de águas captadas naquela região de início do fundo de vale. Enquanto não tiver segurança, não deixarei nenhuma criança naquela escola”, determinou Duran.  (AI)

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