quarta-feira, 22 de março de 2017

Pescadores estavam sem coletes quando barco afundou, diz polícia

Sobrevivente nadou cerca de 400 metros para pedir socorro. Homem de 60 anos, que não sabia nadar, morreu no Rio Santo Anastácio

Resgate foi feito pelos bombeiros de Epitácio
(Foto: Arquivo)
Os dois pescadores que estavam na embarcação que virou e afundou no Rio Santo Anastácio, em Presidente Epitácio, estavam sem coletes salva-vidas, segundo informou a Polícia Civil. O acidente aconteceu na manhã desta terça-feira (21), por volta das 10h20, e um dos homens, de 60 anos, morreu.

Conforme o delegado Cláudio Miguel, o pescador que sobreviveu tem 67 anos e os dois são moradores do município. "Ele relatou que os dois foram pescar e utilizaram um barco que estava abandonado no local para ir até um trecho onde ocorreu o acidente, que não é de difícil acesso, mas é pouco frequentado", afirmou.

Miguel relatou ainda que a embarcação virou na água, antes de afundar. "O pescador contou que ajudou o colega a se segurar em uns galhos e nadou cerca de 400 metros até a margem. Ele pediu ajuda para transeuntes e motoristas e o Corpo de Bombeiros foi acionado", explicou.

O delegado falou também que os bombeiros foram até o local indicado, mas o pescador de 60 anos estava submerso. Ele chegou a ser socorrido, mas a morte foi confirmada no Pronto-socorro de Presidente Epitácio.

"Em princípio, tratamos o caso como afogamento porque aconteceu na água. Porém, vamos aguardar o laudo do IML [Instituto Médico Legal], que vai apontar com precisão a causa da morte, pois pode não ter sido afogamento. O corpo não apresentava sinais de violência, mas a vítima tinha um precedente de pressão alta ou também pode ter sido hipotermia, já que o pescador ficou bastante tempo no rio", ressaltou.

Além do pescador de 67 anos, Miguel pontuou que as outras testemunhas foram ouvidas para o esclarecimento do caso. "Testemunha presencial só tem o pescador e a história dele prevalece. Agora, vamos ver se a história narrada vai bater com as provas técnicas", frisou.

O barco que os dois utilizavam foi retirado da água pelos bombeiros, mas a Polícia Civil ainda não teve acesso. "O dono não foi localizado porque não foi apurada a propriedade. A embarcação ficava abandonada e era bem antiga", disse o delegado.  (Fonte: G1 Prudente)

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