quarta-feira, 26 de abril de 2017

Antonio José é condenado a seis anos e três meses de prisão


Antonio José foi solto em meados de outubro após pagar 
fiança de 60 mil reais (Foto: Reprodução / Portal Bueno)

O ex-provedor da Santa Casa de Presidente Venceslau, Antônio José Aldrighi dos Santos, foi condenado a 6 anos 3 meses e 25 dias de prisão e pagamento de multa pelos crimes de organização criminosa e peculato por irregularidades apuradas pela Polícia Cívil e Ministério Público na Operação Sanctorum desencadeada no primeiro trimestre de 2016 com o objetivo de apurar irregularidades cometidas na Santa Casa. A pena deverá ser cumprida em regime semiaberto, e o condenado poderá recorrer em liberdade. A decisão foi proferida pelo Juiz de Direito da 1ª Vara da Comarca de Presidente Venceslau, Gabriel Medeiros, no último dia 17.

Além de Antonio José, foram condenados Luiz Antônio Trevisan Vedoin e Ronildo Pereira Medeiros a 8 anos e 9 meses de reclusão e pagamento de multa cada. Vedoin e Ronildo cumprirão pena em regime aberto, mas também podem recorrer.

Já Gilmar Aparecido Alves Bernardes teve condenação de 7 anos e 7 meses de reclusão e pagamento de multa em regime semiaberto. Todos foram condenados pelos crimes de organização criminosa e peculato.

Denivaldo Mateus de Lima, que chegou a ser preso em junho de 2016 durante as investigações, foi absolvido de culpa no esquema de desvio de recursos da Santa Casa.

O caso
O cumprimento de um mandado de busca e apreensão na Santa Casa era apenas uma das ações deflagradas pela Polícia Civil venceslauense para interromper a prática criminosa que atingia não apenas o hospital de Presidente Venceslau – a suspeita era de que pelo menos outras 20 instituições tinham sido alvo da quadrilha.

Ao mesmo tempo, uma equipe liderada pelo delegado seccional Mauro Chiyoda, prendia em Cuiabá, no Mato Grosso, os dois acusados de chefiarem o esquema. Em uma casa luxuosa, estava Ronildo Pereira de Medeiros. No apartamento de um prédio, também de alto padrão, estava Luiz Antônio Vedoin. Ambos conhecidos da Polícia e dos brasileiros que viram, em 2006, o nome dos dois sócios ligados a um escândalo que ficou conhecido como a Máfia das Sanguessugas. Nos dois locais – as casas deles – também foram apreendidos documentos, notas fiscais, celulares, computadores, pendrives e discos rígidos externos.

A operação, batizada de Sanctorum, ainda levou à prisão, naquela mesma quinta-feira, um laranja da quadrilha, Denivaldo Mateus de Lima, em Goiânia (GO), e do suposto operador do esquema no Oeste Paulista, Gilmar Bernardes, em Presidente Prudente (SP).

O delegado Everson Contelli, responsável pela investigação, identificou o funcionamento do esquema por meio de uma denúncia. O homem que procurou a Polícia apresentou indícios de que a Santa Casa tinha sido colocada em uma trama que envolvia a remessa de dinheiro de emendas parlamentares, a compra de equipamentos superfaturados e o desvio dos recursos.

A Polícia passou a acompanhar a ação dos criminosos – e a negociação realizada entre eles e o provedor da Santa Casa, Antônio José Aldrighi dos Santos.

O saldo da operação confirmou o que já se suspeitava. Duas verbas, uma no valor de 300 mil reais, e outra, no valor de 500 mil, tinham sido encaminhadas para a Santa Casa de Venceslau. A instituição então fez o que os criminosos mandaram – acertou a compra de equipamentos hospitalares e medicamentos das empresas indicadas pelo esquema. Os remédios nunca foram entregues. (Portal Bueno)

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