sábado, 10 de junho de 2017

Duran afirma que entrega do Pronto-Socorro “será melhor para prefeitura e para Santa Casa”

Secretária de Saúde, Suzierléia Bonifácio, e assessor técnico do
 hospital, Murilo César (dir.), participaram da coletiva.


Coletiva foi realizada na manhã desta sexta-feira (Fotos: Eduardo Maduro /
 Integração Regional)
Em entrevista coletiva concedida no gabinete da prefeitura na manhã de sexta-feira (9), o prefeito de Presidente Venceslau (SP), Jorge Duran (PSD), falou sobre a mudança de comando do Pronto-Socorro (PS) local, que a partir dos próximos 90 dias passará por transição e será de responsabilidade da prefeitura, enquanto que a Santa Casa continuará se dedicando às internações, cirurgias e outros serviços que a unidade presta à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios.

Durante os próximos 90 dias, a prefeitura iniciará a preparação e organizará um plano de trabalho para estipular como o atendimento do PS será realizado. Como o serviço de saúde em PV é municipalizado, o atendimento é de responsabilidade da prefeitura, que por sua vez contratava a Santa Casa para realizar o atendimento no PS. Com a medida, o contrato firmado entre os órgãos deixará de existir. 

De acordo com Duran, são estudadas três hipóteses para a gestão do Pronto Socorro: O consórcio, por meio de um consórcio de saúde existente na região no qual o município é integrante (Consórcio Intermunicipal do Oeste Paulista - Ciop); através do município, por meio de processos seletivos e contratações; ou através das Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips), sendo um dos exemplos de Oscip na região citados por Duran o Hospital Regional (HR) que, embora seja estadual, teve a contratação de uma Oscip por parte do Estado para que o órgão pudesse contratar os funcionários e cuidar da gestão, sendo que o pagamento de contrato é feito por meio de licitação. “Na ordem das opções, a administração por parte da prefeitura é a última. A opção que ficar mais vantajosa, levando em consideração o interesse público (será escolhida)”, explicou o prefeito.

Inicialmente, o Pronto-Socorro permanecerá anexo à Santa Casa, já que, segundo o prefeito, o município não possui um prédio adequado e licenciado para realizar o atendimento. “Eventualmente, com as coisas evoluindo, a Santa Casa podendo precisar ampliar os seus serviços no futuro e o município, com o tempo, pode planejar uma estrutura em outro local da cidade”, disse Duran.

A secretária de Saúde, Suzierléia Bonifácio defendeu a mudança e afirmou que, tanto o Pronto-Socorro quanto a Santa Casa, possuem agora uma oportunidade para qualificarem ainda mais os serviços prestados. “Não estamos deixando de garantir esse acesso (ao Pronto-Socorro) ao usuário de Venceslau, Caiuá, Piquerobi, Marabá, entre outros municípios. Quando falamos de gestão, (essa medida) será melhor, pois a gestão da Santa Casa terá uma visão diferenciada, podendo qualificar o serviço interno, melhorar as questões das internações, centro cirúrgico, e nós, em relação ao Pronto-Socorro, também qualificaremos esse serviço, já que serão duas gestões separadas”, afirmou a secretária.

A mudança, conforme Jorge Duran, preserva interesses financeiros da Santa Casa e da prefeitura. “Desta forma, teremos condições de garantir os serviços que são realizados no Pronto Socorro e na Santa Casa. Será melhor para a prefeitura e para a administração da Santa Casa e, sendo melhor para os dois, será melhor para a população”, destacou.

O provedor da Santa Casa, Reginaldo Beraldo, destacou as boas experiências deste novo sistema de gestão em cidades da região, como Dracena e Presidente Prudente. “Está havendo uma descentralização daquilo que já deveria ter acontecido desde a constituição de 1988, que é o atendimento básico ao cidadão deferido para a prefeitura. No entanto, ao longo dos anos isso não aconteceu. Então, chegamos a um momento em que o país e municípios de São Paulo estão adotando este procedimento e, nessa transição, chegamos a conclusão de que é necessário tomar essa decisão”, pontuou Beraldo.

Funcionários
Em relação aos trabalhadores do Pronto-Socorro, será realizada uma conversa entre a direção e os 42 funcionários do local para que a situação seja esclarecida. “Vamos ver quais funcionários será possível realocar e na semana que vem convocaremos uma reunião com eles para explicar e expor a situação. O funcionário que for possível realocar, estaremos realocando, e o funcionário que for dispensado, iremos orientá-lo para que ele possa procurar, se vai ser a prefeitura ou consórcio que vai assumir, para ver a condição deste funcionário para que ele seja recontratado”, explicou o assessor técnico do hospital, Murilo César.

Municípios vizinhos
De acordo com Jorge Duran, os municípios que enviam pacientes ao Pronto-Socorro de Venceslau poderão firmar contrato diretamente com a prefeitura local a partir de agora. “Ainda hoje (ontem) estarei ligando para os prefeitos e eles fazem o contrato de cooperação com o município de Venceslau. O atendimento que era feito com o OS continuará sendo feito”, garantiu Duran.
(Da Redação)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seguidores

Quem sou eu

Minha foto
Presidente Venceslau, Estado de São Paulo, Brazil
email: jornalintegracao@terra.com.br