segunda-feira, 31 de julho de 2017

"Alô! É o Roberto que tá falando?!"

(*) Paulo Francis. Jr 

No momento de prestar queixa, abrir um Boletim de Ocorrência, o delegado pergunta para o cidadão: "Quer dizer que roubaram o seu telefone celular?" Ainda abatido pela perda do precioso objeto de uso pessoal, responde gaguejando: "Éééé... É isso mesmo doutor!" A autoridade policial rebateu: "Como ele era?!" A vítima foi logo esclarecendo: "Ele... Ele tinha mais ou menos um metro e sessenta. Tinha... Tinha bigode e usava bonê..." Rsss... Passagens reais, engraçadas ou não, sempre nos levam a meditação. Essa narrativa da internet fez-me mudar de assunto já que o Brasil está de "pá virada". Embora estejamos caminhando de olhos vendados à beira do precipício, hoje não falo de política, não comento os fatos da semana, de tão decepcionado que me encontro. Permitam-me apenas isso: desde que os governantes se alinharam com diversos juízes "políticos" das altas cortes do Judiciário para enganar o pobre cidadão, me vejo quase sem forças para uma análise. Por sinal, um governo com minguados 5% de aprovação não merece nem análise. Na prática, inexiste! Não que eu esteja conformado com desmandos, mas uma luta contrária ao quadro miserável que vemos, com a justiça "contaminada", parece ser inútil! 

Abro apenas mais um pequeno parêntese: os que se dizem ou se passam por líderes de manifestações e, volta e meia, conduzem multidões de inconformados pelas ruas, logo são agraciados com cargos públicos, como atestou um famoso portal de notícias nesta semana. O que eu quero dizer: não existe diferença entre a índole de milhões pessoas comuns e os políticos. Pelo que vemos: é tudo farinha do mesmíssimo saco! Quem se diz honesto agora está apenas aguardando um momento, uma oportunidade, para também roubar. Isso é lamentável. 

Por estes e outros motivos, o assunto de hoje é mais "light". De momento, deixemos o Brasil da pá virada pra lá! Voltemos aos celulares. Taí uma coisa bem inventada, tão revolucionária quanto a chamada "roda". Embora seja uma desgraça para a família e os adeptos do adultério, diria que é quase impossível viver sem o tal aparelho. Esse telefone é o mesmo que se usa no banheiro e, com a mesma intensidade, na mesa do almoço ou do jantar. Com ou sem bactérias! Há relatos de que alguém já deixou cair o celular no vaso sanitário em pleno "número 2". Hummm... 

Por decisão pessoal, só uso o aparelho em casa ou em viagens. Ou para fotografar sobrinhos! Não costumo levá-lo aos demais locais que freqüento. Prefiro assim. Comentei isso com um amigo que me contou uma história diferente, cômica, que vale a pena ocupar um trecho desta crônica. Seu nome é Marcelo. Durante todo o ano passado, alguém ligava para o seu celular perguntando por um tal de "Roberto". Foram diversas, inúmeras ligações. Intrigado com tanto interesse, Marcelo resolveu saber quem era esse cidadão de nome "Roberto". Num dos próprios telefonemas que recebera, questionou alguém a respeito. Foi informado que todos estavam à procura de "Roberto, da Revista Focos", que segundo descobriu, circula lá pela região de Lins ou de Passos. Ele não lembra mais a cidade que é, direito! Ele acha que é uma revista destas, de moda feminina. 

Todas as vezes que recebia uma chamada no seu celular, pacientemente, Marcelo explicava que o número do celular até "batia" com o dele, do Roberto, no entanto, o "DDD" era outro. Marcelo orientava que as pessoas procurassem se informar e que ligassem quando encontrassem o número correto. Esse serviço de informação do Marcelo, com tolerância, funcionou cinco, doze, vinte e duas vezes. Na trigésima ligação, perdeu a compostura. Foi assim... Marcelo estava em viagem, dirigindo o seu automóvel por uma estrada e teve que parar no acostamento para atender uma chamada. Do outro lado da linha, alguém perguntou: "Alô! Esse telefone é do Roberto?!" Marcelo, bravo, respondeu de maneira bem ríspida: "PQP! Olha aqui: esse telefone não é do Roberto, eu não sou ele. Nem conheço Roberto! Eu não tenho nenhuma revista." A voz, meio constrangida, do outro lado, insistiu: "Perdão amigo! Eu perdi meu celular. Liguei para tentar encontrar o aparelho. Desculpa! Eu sou Roberto, da Revista Focos!" Kkkkkk... 

(*) Paulo Francis. Jr é da AVL e escreve semanalmente no Integração Regional 

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