segunda-feira, 31 de julho de 2017

Filha grava estupro em vídeo no celular e pai acaba preso em flagrante em Teodoro Sampaio

Caso foi registrado na Delegacia da Polícia Civil, em Teodoro Sampaio
Foto: Cedida/Polícia Civil)
Um mecânico de 45 anos foi preso em flagrante por estupro de vulnerável na noite desta sexta-feira (28), em Teodoro Sampaio, depois de manter relação sexual com a própria filha biológica, de 13 anos, na casa da família. O ato foi gravado em vídeo, através de um celular escondido, e as imagens foram entregues à Polícia Civil.

O delegado explicou que, por volta das 12h, momento em que o mecânico estava no trabalho, a menina contou em detalhes para a mãe e a irmã mais velha, de 17 anos, que sofria abuso sexual do pai desde os nove anos de idade.

Com isso, a irmã mais velha teve a ideia de colocar um celular escondido na despensa da casa, cômodo em que os abusos costumavam ocorrer. O aparelho foi colocado em cima de uma prateleira, onde ficou ocultado, para que pudesse flagrar o ato sexual.

"Quando o pai chegou em casa de volta do trabalho, por volta das 18h, as duas filhas estavam sozinhas na residência. A jovem de 17 anos foi tomar banho, enquanto a mais nova, com a alegação de que precisava fazer uma viagem escolar com amigos a Presidente Prudente, pediu uma quantia em dinheiro ao pai para a alimentação", narrou Caparroz.

Como de costume, o pai exigiu que a filha mantivesse relação sexual com ele para que, em contrapartida, liberasse o dinheiro pedido. A exigência de favores sexuais, segundo o delegado, mediante ameaças verbais, ocorria sempre que a filha precisava pedir algo ao pai.

“O pai e a filha foram para a despensa da casa, onde em cima de um sofá ocorreu a relação sexual completa, com conjunção carnal e ejaculação”, contou Caparroz.

Vídeo

Depois de consumada a relação sexual, a menina pegou o celular e o entregou à irmã mais velha. Ambas salvaram no computador da família e em um pendrive o vídeo que mostrava todo o ato sexual e ligaram para a mãe, que acionou o Conselho Tutelar e a Delegacia da Polícia Civil.

Segundo Caparroz, o pai foi interrogado na delegacia e confessou o ato sexual praticado nesta sexta-feira (28).

“Ele disse que os abusos começaram quando a filha tinha entre dez e 11 anos de idade, época em que ela descobriu que o pai guardava revistas pornográficas na despensa da casa”, contou Caparroz.

O delegado informou que o mecânico já havia sido investigado e processado por estupro de vulnerável contra a filha mais velha, também biológica, quando ela tinha apenas quatro anos de idade. No entanto, neste caso, ele foi absolvido pela Justiça.

No caso desta sexta-feira (28), depois de autuado em flagrante por estupro de vulnerável pela Polícia Civil em Teodoro Sampaio, o mecânico foi encaminhado à Cadeia de Presidente Venceslau para posterior remoção à Penitenciária de Andradina (SP), unidade para onde são encaminhados presos envolvidos em crimes sexuais.

“Devido aos indícios de autoria e materialidade, a Justiça já converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva por prazo indeterminado”, explicou Caparroz ao G1.

A menina de 13 anos foi encaminhada neste sábado (29) ao Instituto Médico Legal (IML), em Presidente Venceslau, onde foi submetida ao exame sexológico.

'Continuidade delitiva'

Como o envolvido está preso, a Polícia Civil tem dez dias para concluir o inquérito sobre o caso. Caparroz adiantou  que levará em conta nas investigações a “continuidade delitiva” do caso.

A Polícia Civil vai sugerir o acompanhamento multidisciplinar para a mãe e as filhas nos aspectos psicológico e social.

“A jovem de 17 anos está abalada. A mãe apresenta-se serena, até para confortar as filhas. A menina mais nova está constrangida”, contou Caparroz.

O delegado salientou que o pai, que já havia se submetido a uma cirurgia de vasectomia, não usava preservativo nas relações sexuais com a filha.

Pai e mãe, que são casados há 19 anos, e as duas filhas moravam juntos na mesma casa, em Teodoro Sampaio.

O crime de estupro de vulnerável, que consiste em ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 anos, está previsto no artigo 217-A, do Código Penal brasileiro, e tem pena de reclusão, de oito a 15 anos, em caso de condenação pela Justiça. (Fonte: G1)

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