quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Polícia Civil aguarda laudos sobre caso de rapaz morto pela PM após jogar carro contra policiais




Werick de Souza Pereira Santiago, de 20 anos foi morto em um mercado,
 em Presidente Prudente (Foto: Reprodução / Facebook)
Seis pessoas já prestaram depoimento à Polícia Civil sobre a ocorrência registrada em um hipermercado de Presidente Prudente na madrugada desta terça-feira (1º). Durante o inquérito policial, mais sete pessoas indicadas e identificadas serão ouvidas. O estabelecimento foi invadido por um carro que era conduzido por um rapaz de 20 anos. A Polícia Militar foi acionada devido a um “arrastão” e tentou conter o envolvido, que jogou o veículo contra os agentes e houve a necessidade de disparos de arma de fogo, segundo a corporação. A ação resultou na morte do motorista.

Conforme informações do delegado assistente Luís Carlos de Oliveira, entre os procedimentos já realizados, estão os depoimentos prestados por quatro militares, por um funcionário do hipermercado e pelo pai do rapaz morto. Mais sete pessoas deverão ser ouvidas durante o inquérito, além de outras que possam surgir durante os procedimentos.

Além das oitivas, houve a apreensão – para encaminhamento à perícia – de cinco armas de fogo pertencentes aos policiais que atenderam a ocorrência, “por cautela”, para verificar de quais saíram os disparos.

Ainda foram periciados o local e o veículo que era conduzido pelo rapaz, segundo explicou o delegado, e ainda serão analisadas as imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento, que já foram requisitadas pela Polícia Civil. A corporação também requisitou exames toxicológico do rapaz morto, para verificar se ele estava sob influência de alguma substância química, e residuográfico dos policiais militares.

Os resultados periciais e de exames deverão ser recebidos em um prazo de dez a 20 dias, conforme relatou ao G1 o delegado.

“Foi um caso complexo e que foge da normalidade, tem de ser feito com muito cuidado”, disse.

Declarou ainda o delegado que a Polícia Civil deverá apurar os fatos, se ocorreram todos “dentro da legalidade”, enquanto que a conduta administrativa militar será apurada pela própria PM. A partir desta quarta-feira (2), o caso ficará sob a responsabilidade da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Conduta
De acordo com a Polícia Militar, a averiguação de conduta é uma ação padrão da corporação quando há óbito em ocorrências.

Os policiais militares envolvidos no fato deverão passar por uma avaliação com um psicólogo da própria corporação. Se for constatada alguma alteração de comportamento por conta da ocorrência do hipermercado, o agente passará por cursos e outros aperfeiçoamentos, bem como um acompanhamento.

A PM ainda explicou que, quando há algum indício de culpa durante as apurações, o policial é afastado do cargo.

Caso
Werick de Souza Pereira Santiago, de 20 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (1º) após ser atingido por dois tiros efetuados por policiais militares, em um supermercado, no Jardim Eldorado, em Presidente Prudente. Conforme a PM, o envolvido entrou no estabelecimento arrombando os portões e a porta principal, furtou mercadorias e, ao perceber a chegada da corporação, jogou o veículo que dirigia por diversas vezes contra os militares tentando atropelá-los, que reagiram com disparos, após tentarem conter o motorista sem sucesso.

De acordo com a capitã da PM Silvia Andréia Montoani, a corporação foi acionada dando conta de que dentro do supermercado estava ocorrendo um “arrastão”.

“Duas equipes foram encaminhadas ao local. Ao chegarem lá, os militares constataram que os portões estavam arrombados, tanto o de entrada quanto o de saída, e também a porta que dá acesso ao comércio. Ao aproximaram-se da porta, os policiais ouviram barulho de veículo manobrando dentro do mercado”, explicou a oficial.

A capitã informou que os militares fizeram uma incursão, tomando medidas de segurança, porque não sabiam quantas pessoas haviam de fato no local e nem o que estava ocorrendo. Quando o motorista visualizou os policiais, passou a investir contra as equipes com o veículo.

“Tentou por várias vezes atropelar os policiais e não demonstrou em nenhum momento a intenção de se entregar, tanto que em uma das vezes ele tentou atropelar um policial e atingiu uma pilha de pneus, deu ré e tentou novamente atingir o militar. Mediante a essa situação, dois policias efetuaram disparos que atingiram o motorista, que o levaram a óbito”, relatou a capitã.

Segundo a PM, os tiros atingiram uma das mãos e a cabeça do jovem e dentro do veículo já existiam vários objetos furtados do mercado.

A capitã explicou que, diante da situação, os agentes da corporação não tiveram outra opção para conter o condutor, a não ser atirarem. “Naquele cenário, os policiais não tiveram outra opção. Tudo será apurado. A polícia investigará o caso no inquérito. Se houve alguma falha de procedimento, isso também será apontado”, conforme Silvia.

Segundo a oficial, a PM abriu um procedimento para apurar a conduta dos policiais que atuaram na ocorrência.

Conforme a Polícia Militar, o rapaz não possuía antecedentes criminais e dentro do veículo já existiam vários objetos furtados do mercado.

O caso foi registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, em Presidente Prudente.

(G1 Prudente)

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